Um dos líderes do cinema baiano, o cineasta Orlando Senna
será homenageado na cerimônia de encerramento do 4º Festival
de Cinema Brasileiro de Nova Iorque. Atualmente ocupando o cargo
de secretário Nacional do Audiovisual, no ministério
da Cultura, Orlando acredita que o Brasil deve desenvolver um projeto
que se adeqüe à demanda da indústria cinematográfica
nos próximos anos.
Orlando nasceu em Salvador e iniciou sua
carreira no cinema nos anos 60, logo após
terminar a faculdade de jornalismo. Editou
e colaborou no Suplemento Cultural do Diário
de Notícias de Salvador e dirigiu
alguns documentários, como Imagem
da Terra e do Povo (produzido por Glauber
Rocha) e Lenda Africana
na Bahia. Já residindo
em São Paulo, dirigiu peças
teatrais, como Teatro
de cordel, em 1970.
No cinema, Orlando traz no currículo
filmes que ficaram muito populares, como
Iracema, premiado em festivais na França,
Alemanha, Portugal, Itália e Brasil,
Coronel Delmiro Gouveia, Ópera
do Malandro (com Chico Buarque), O
Rei da Noite,
Abrigo Nuclear e a adaptação
de Quincas Berro d'água.
O baiano multimídia também
passou alguns anos lecionando ao lado de
Gabriel Garcia-Márquez na famosa
Escola de Cinema de Cuba (1987), já que
o país foi o único, na época,
a aceitar a sediar uma escola de cinema
internacional.
Como secretário Nacional do Audiovisual,
Orlando vem buscando promover ações
institucionais integradas e formatadas a
partir de uma inteligência nova para
auxiliar no aumento da exportação
do produto audiovisual nacional.
“O Festival de Cinema Brasileiro
de Nova Iorque tem uma importância
especial em relação aos outros
festivais, que é a de expandir a
nossa produção para o maior
mercado audiovisual do mundo”. – Orlando Senna